Rui Nogueira

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Empreendedor, Blogger e Co-Founder na Eddisrupt

May 23 2018

Talkdesk | Como é ser Developer Numa Startup de Topo

Talkdesk

Se não andas a dormir encostado ao poste da baliza já ouviste/leste o nome Talkdesk em algum lado.

Esta Startup portuguesa que promete criar call centers em “cinco minutos” foi criada por 2 lendas. Cristina Fonseca e Tiago Paiva lançaram a Talkdesk em 2011 para permitir a outras empresas criar um call-center sem a necessidade de instalar um software ou outro equipamento específico.

Pouco tempo depois, foi selecionada para receber investimento e participar num programa de aceleração da norte-americana 500 Startups. Foi a primeira empresa portuguesa a consegui-lo. Desde já os mais sinceros parabéns por parte da equipa Eddisrupt.

Quick Highligh

A Talkdesk já teve investimento da Google, tem um Spot em Silicon Valley e em Portugal está em Lisboa e no Porto.

Estratégia de Crescimento

grow

A estratégia de crescimento da startup de software, que até à data se dirigia apenas a pequenas e médias empresas, pensa chegar a 2020 com 1.000 pessoas. Até ao fim de 2018, a Talkdesk quer duplicar a equipa, que atualmente conta com cerca de 300 colaboradores.

Sobre os novos colaboradores, Marco Costa, diretor geral da Talkdesk em Portugal, acredita que a empresa é “uma casa de engenharia, que reúne o melhor talento do país”.

Caso tenhas vontade de te candidatar a um lugar na Talkdesk saiu uma notícia onde é dito que eles abriram 15 vagas.

Mais sobre a Talkdesk

Há muito mais a falar sobre esta Startup e sobre os seus fundadores, o Tiago Paiva e a Cristina Fonseca, mas pronto. Basta pesquisar no Google, Youtube, Twitter e vão encontrar montes de informação. Hoje vão é saber como é trabalhar na Talkdesk, algo sobre o qual é mais difícil obter informação.

À Conversa Com O William Ribeiro

William R. J. Ribeiro

Ora bem, quem é o Will… Para além de ser um dos Professores/Mentores do nosso Bootcamp de Programação, é Front-end Software Engineer na Talkdesk. De forma muito sintetizada, é um dos brasileiros mais porreiros que conheci até hoje.

Dá uma olhada no vídeo feito pela Talkdesk onde mostra o que ele e a equipa da qual o Will faz parte fazem.

Video Thumbnail
Video Thumbnail

Como é um dia normal na Talkdesk

Vamos começar por aquilo em que muitos tem interesse, a hora de entrada. No caso do Will, ele entra às 10h, vai tomar um café com os seus colegas lá na copa e depois começa a dar aos dedos e a produzir para a empresa. Às vezes começa logo pelas suas tarefas do dia, outras vezes começa por ajudar alguém da equipa.

Segundo ele, há uma enorme colaboração entre o pessoal “devido à complexidade das tarefas e à nossa própria vontade de fazer um ótimo trabalho”.

Pela hora de almoço, o pessoal volta-se a juntar na copa e depois vão esticar as pernas pelo bairro de forma rápida.

“À tarde há mais programação, revisão de pull requests, e às 16:00 há o standup onde outras equipas, que dependem do trabalha da equipa do Will, às vezes se juntam”.

Por fim, às 19h, o seu dever está cumprido. De vez em quando, assiste a algumas das apresentações que decorrem na empresa ou então vai jogar um jogo de tabuleiro ou dardos com os amigos. Depois vai para casa.

Como é o Ambiente da Empresa

Talkdesk

Pela informação que o Will partilhou connosco, há muita energia no ar e trabalho para se fazer. Contudo, os níveis de stress por norma são bem baixos. Em síntese, ele classifica o ambiente da empresa como descontraído e dinâmico.

O que gostas mais na Talkdesk e o que gostavas que fosse alterado/melhorado na empresa

“Aqui adotamos muitas tecnologias e padrões novos, portanto há muita oportunidade para aprender e experimentar.” Esta frase diz bastante! Quantas empresas conheces que estejam com os holofotes e tenham esta dinâmica?

O Will diz que definitivamente adora o “apetite técnico da engenharia” e conseguir aprender imenso com os colegas. “O pessoal aqui tem um nível bem alto, portanto aprendo muito com meus colegas. Isso me motiva a querer aprender e a compartilhar ainda mais.”

O William apenas apontou que gostava que houvessem “mais espaços quietos, pois às vezes há demasiado barulho”. Mas ele solucionou o problema comprando “uns bons fones que isolam o ruído e isso já ajuda bastante”.

Como é que uma pessoa se pode preparar para uma entrevista na Talkdesk?

Segundo ele, “depende muito da vaga pretendida”. No caso do Will, que concorreu para uma vaga de Full Stack, ele recomenda “aderir às boas práticas das linguagens e tecnologias envolvidas”.

Ele destaca também que é bastante importante “saber falar bem da própria experiência, os pontos altos e baixos do currículo”. E salienta também imenso que “o challenge vale bastante na avaliação”.

Se és estudante de engenharias já deves saber programar. Mas sentes-te pronto/a para enfrentar os entrevistadores das Empresas de Topo? Tens um portfólio Rockstar? Descobre como estar “on fire” para o mercado de trabalho neste nosso artigo.

O Will termina a afirmar que “os nossos entrevistadores não perdoam!” Mas também diz que o esforço, dedicação e perseverança dentro da Talkdesk são recompensados.

Se ainda andas a dar os primeiros passos, sugerimos o nosso curso básico de programação gratuito onde vais aprender as bases.

Que tipo de perguntas podemos esperar numa entrevista de emprego na Talkdesk

Como o William só se candidatou uma vez ao cargo de Full stack, não pode responder por todas as áreas.

Contudo, ele adianta que se for para o cargo “front-end web development, com certeza vão perguntar muitos detalhes de HTML, CSS, JavaScript, browsers, bibliotecas e usabilidade”.

Que skills são relevantes para se entrar

skills

Nesta seção, conseguimos compreender assim por alto que competências básicas são necessárias para entrarmos na Mítica Empresa. Pronto para tirar umas notas?


Claro que isto é só o básico. Dentro de cada tópico há um novo mundo por descobrir.

Que conselhos dás para que se consiga um lugar na empresa

O William foi especialmente sincero nesta parte. “O processo seletivo da empresa é bem puxado pois sabemos que o trabalho exige muito bons profissionais.

No caso de se ser ainda um junior developer ele diz que “um aprendiz rápido e que tem vontade de crescer, terá boas chances”.

Ele aconselha a que se tenha respostas bem construídas e fundamentadas a questões como:

Por outras palavras algo mais do que: "Porque a empresa paga bem e dá uma qualidade de vida porreira".

O conselho final que o Will dá é “Dedique-se ao challenge e saiba responder bem às perguntas do seu próprio trabalho

Quando se tem pouca experiência, como podemos mostrar que somos capazes

Ah, o dilema típico dos licenciados e de alguém que possui pouca experiência no geral. Claro que mostrar que não passas o dia-a-dia a comer bolachas a ver animes que nem um urso anafado conta bastante. Ou seja, estares envolvido em projectos, criares um portfólio, etc, são tudo opções válidas.

Esta StartUp, como a grande maioria delas, valoriza imenso a proatividade. Contudo, o Will destacou algo interessante. “Quem tem pouca experiência provavelmente tem pouco para mostrar, mas tudo vale! Desde cursos a portfolio. É a capacidade de aprendizagem que mais importa. Quanto mais souberes das bases, mais fácil fica aprender o que vem depois”.

Aprende bem as bases, domina o essencial e depois começa a escalar que nem o Homem-Aranha a tua carreira profissional.

Como é que um junior developer pode mostrar que a contratação é uma relação Win Win?

Ora aqui está uma outra questão que por vezes atormenta os menos experientes. Sendo júnior, pode ser difícil provar as capacidades, ou mesmo mostrar o trabalho excelente de que se é capaz de realizar.

Por isso “mostrar que vai vestir a camisa da empresa e ser fiel” é algo que pode ajudar bastante. Claro que isto é sempre importante mostrar! Mas numa StartUp é especialmente importante.

Segundo o William, o motivo é simples, “um júnior que entra e fica só um ano aprende muito mas contribui pouco. Se sair cedo, o investimento que a empresa fez é perdido”.

Como funciona o trabalho em equipa e delegação de tarefas

team work

Na Talkdesk as coisas funcionam de forma muito autónoma. Como seria de esperar, a empresa segue o “desenvolvimento Ágil Scrum”. A própria equipa decide o quê, como e em que ordem fazer. Ou seja, é uma decisão coletiva.

Como é a organização dos projectos? Permite-te estar mentalmente saudável durante o projecto?

Na área das tecnologias ouvem-se muitas histórias de “exploração”. Apesar da maioria virem de consultoras (atenção, nada contra as consultoras, até porque raras são as histórias que são efectivamente provadas), há sempre aquele medo de nos colocarem a trabalhar num ambiente caótico a exigir tudo para ontem.

Na Talkdesk, “há projetos mais maduros onde não há muitas incertezas e a experiência ajuda a manter tudo estável”. Contudo, sendo uma Startup super dinâmica, há muitos projetos novos. “Nos projetos mais novos não há esse luxo, portanto as coisas às vezes correm mal”.

Apesar de tudo isso, “no fim do dia o stress não é um tema recorrente. Quando há sérios problemas em produção, as pessoas mantém a calma e resolvem”.

Por isso, penso que seja seguro afirmar que é um local bastante porreiro para trabalhar e onde é possível manter uma sanidade mental em níveis altos

Como é o ambiente entre colegas e chefes? Sente-se muita hierarquia? É um espaço burocrático?

leadership

Como em todas as empresas, existe um sistema hierárquico. Mas estamos a falar de uma Startup de topo e que usa o sistema “Scrum”. Como seria de esperar, “não há muita hierarquia, mas há. Nada paralisador. Os líderes aqui promovem muito a autonomia das equipes”.

Quais as perspectivas de crescimento pessoal que a Talkdesk promete?

O Will passou a mensagem de que a Talkdesk é exigente mas que recompensa aqueles/as que se dedicam e apresentam resultados.

Segundo ele, “há um bom plano de carreira na empresa e o esforço e o crescimento são realmente reconhecidos, mas às vezes pode ser demorado. Tem de saber entregar e pedir”.

Há a oportunidade de ir trabalhar para outros países?

takeoff

Pela resposta que o Will deu, “já houve mais, no escritório de San Francisco, mas agora não”. Podemos concluir que trabalhar para fora já foi mais fácil.

Como funciona o processo, testing, develop e team work na empresa?

Mais uma vez, o Will passou a ideia de que a Talkdesk é uma empresa onde os seus colaboradores se entre-ajudam e vestem a camisola. Pelo que o Will diz, “há muitas equipes multi funções e as equipes dependem umas das outras . Às vezes corre muito bem e outras tem de se ter muito cuidado e gerenciar bem todo mundo. Mas estamos todos no mesmo barco e nos ajudamos muito”.

“O processo de testing varia um bocado de equipe para equipe. Mas o normal é o desenvolvedor implementar algo novo em um branch à parte, fazer deploy deste código no ambiente de staging a onde a pessoa de Quality Assurance vai fazer testes baseado na respectiva story.

Algumas vezes, os testes são bem técnicos, onde o QA tem que verificar bases de dados, simular falhar em outros sistemas que possam afetar a tarefa em questão, mudar variáveis de ambiente e etc.

Algumas equipas possuem processos padronizados e bem definidos de rotinas de teste, os smoke tests, só para garantir que não há falhas críticas no sistema.

Uma ronda de smoke tests pode demorar até uns 30 minutos para correr manualmente. Ao final disso tudo, QA dá o seu veredito e se for positivo, o branch com o código novo pode ser merged e ir esperar para ser released.

E o team work está em todo lado. Nessa fase de teste, por exemplo, está em constante comunicação com developers, designers e o responsável de produto para tirar todo tido de dúvidas. Um bom trabalho de equipa é essencial para garantir a alta qualidade dos nossos programas e atingirmos os objetivos traçados no tempo estimado”.

Das pessoas que estão no departamento de informática, há alguém que não tenha background de ciências?

Muito pessoal já ouviu que a área tech é uma área que está a acolher pessoas com diferentes backgrounds. Que esta área é usada por muitas pessoas para fazer o shift, entre outras coisas. Será que a Talkdesk tem desse tipo de pessoas?

A resposta que o Will deu foi muito animadora. “Sim, muitas! Há psicólogos, ergonomistas, gestores e etc. Todos eles foram atrás do que realmente gostavam - tecnologia e ciências - e se dedicaram fundo a isso. No final, conseguiram!”

Caso sejas estudante universitário e andes a ver como te podes preparar para sacar as melhores propostas de emprego, há novas soluções ao teu alcance!

E agora os mais céticos perguntam: então e eles não têm lacunas? O Will respondeu a isso bem no espírito da Talkdesk. “As lacunas de conhecimento não atrapalham e aqui aprendem o que falta à medida que vão precisando.”

Overview à Talkdesk

Para além da Talkdesk ser uma referência nacional e uma inspiração para todos os empreendedores/as “wanna be” e não só, aparenta respeitar imenso todos os seus colaboradores e estar muito bem inteirada da importância da satisfação dos mesmos.

Acreditamos que este ambiente “Talkdeskiano” tenha sido criado desde o ínicio, com a história dos 2 primeiros tugas que conseguiram levar Portugal pela 1ª vez até ao programa de aceleração da norte-americana 500 Startups.

Se andas a querer ir trabalhar para uma empresa com um crescimento abrupto e com aparentemente ótimas condições, a Talkdesk pode ser uma ótima solução para ti.


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